O Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) é filiado à World Reformed Fellowship e mantém convênio acadêmico com a Vox Dei American University (EUA). Fiel à excelência no ensino teológico e firmemente enraizado na tradição confessionalmente reformada, o IRSE exerce papel preeminente no processo formativo de vocacionados ao Sagrado Ministério e de leigos à piedade e ao devotamento a Deus, por meio da Escola das Vias, seminário de formação integral com duração de oito anos, bem como por outros programas acadêmicos, a saber: — Bacharelado em Teologia, com duração de quatro anos; Mestrado em Teologia, com duração de dois anos; e cursos avulsos, todos ministrados exclusivamente em ambiente virtual.

O Instituto atua como uma instituição abrangente, integrando Ensino Teológico, Pesquisa, Extensão e Cultura, e encontra seu fundamento doutrinário nos princípios do Puritanismo, da Reforma Adicional (Nadere Reformatie), dos Padrões de Westminster (Westminster Standards), das Três Formas da Unidade (Padrões da Unidade) e da Lei Bíblica da Adoração (LBA) — também conhecida como Princípio Puritano da Adoração (PPA) ou Princípio Regulador do Culto (PRC).

Registrado sob o CNPJ n.º: 29.880.054/0001 – 70, o IRSE dedica–se vigorosamente à promoção de uma educação teológica sólida e piedosa, inteiramente alinhada aos valores reformados, contribuindo, assim, para o desenvolvimento integral de seus alunos e para o fortalecimento espiritual e doutrinário da Igreja.

DO PRESSUPOSTO EXEGÉTICO

Sua realidade nasce da Bíblia. Orienta–se por ela. Nutri–se dela. Reformula–se por ela, estrutura–se, repensa–se e desenvolve–se, tendo–a como sua fonte para todos os seus seguimentos, considerando–a como revelação absoluta, proposicional, inerrante, infalível, eterna e universal. Abraçamos o pressuposto de que a boa Teologia se forma e se consubstancia determinada por uma hermenêutica orientada exegeticamente pelo método de interpretação histórico–gramatical, sob a analogia da fé, adjunto à tipologia e aplicação, tendo a Bíblia como seu “Princípio Arquitetônico” (Principium Theologiae). Sua práxis nasce da leitura bíblica feita por estes óculos hermenêuticos e orienta–se pelos valores defendidos pela hermenêutica bíblica–reformada.

DO MÉTODO ESCOLÁSTICO REFORMADO

No compromisso com a verdade imutável do Evangelho e com os alicerces da Teologia Reformada, o Instituto Reformado Santo Evangelho adota convictamente o método escolástico reformado como principal estrutura metodológica em sua abordagem teológica.

Tal adoção não se dá por conveniência acadêmica, tampouco é motivada por modismos intelectuais passageiros, mas representa um retorno consciente, piedoso e confessional à herança sólida dos grandes teólogos da ortodoxia reformada dos séculos XVI e XVII — uma geração de homens santos que, guiados pela Sagrada Escritura e pelo temor do Senhor, edificaram os fundamentos de uma Teologia robusta, ordenada e reverente.

Neste espírito, afirmamos nosso alinhamento com a tradição de gigantes da Teologia como:

Franciscus Junius, o Velho (1545 – 1602) — cuja “De Vera Theologia” integrou com nobreza a Teologia à filosofia reformada;

Amandus Polanus von Polansdorf (1561 – 1610) — exímio mestre da ordem e precisão dogmática;

Gisbertus Voetius (1589 – 1676) — que entrelaçou o rigor escolástico ao fervor espiritual;

François Turrettini (1623 – 1687) — em sua monumental “Institutio Theologiae Elencticae”;

Petrus van Mastricht (1630 – 1706) — cuja obra Jonathan Edwards exaltou como “a melhor Teologia já escrita”;

Benedict Pictet (1655 – 1724) — fiel herdeiro da escola de Genebra.

— E tantos outros que pavimentaram a vereda segura da ortodoxia confessional.

A todos quantos aspiram tornar–se alunos do Instituto, dirigimos um chamado solene: — acolham este método; disponham–se ao aprendizado piedoso; firmem–se no compromisso com as “veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas” (Jeremias 6:16).

DA METODOLOGIA FORMATIVA

Não reconhecemos outro caminho para a formação intelectual senão a Leitura diligente, ordenada e perseverante; por isso, rejeitamos integralmente o modelo de aulas gravadas e todo expediente que favoreça a passividade do espírito. Em seu lugar, oferecemos um vasto acervo de textos densos e criteriosamente selecionados, por meio dos quais o discente é compelido ao labor contínuo da mente. A sabedoria não se transmite por comodidade nem por rapidez. O Livro de nossa fé constitui prova cabal da “demora” da Providência divina ao comunicar a verdade aos homens: — “a composição do Texto Sagrado estendeu–se, em média, por dezesseis séculos”. Assim Deus ensina — progressivamente, ao longo dos anos — e assim o homem aprende: — “por esforço, constância e, não raramente, sofrimento, sob a luz das Escrituras, que nos foram dadas como um Livro complexo, exigente de leitura, atenção e compreensão da linguagem escrita”. Por ela, o homem é formado na profundidade, aprende a pensar com rigor pacientemente, e a submeter gradualmente seu entendimento à verdade divina.

As aulas ao vivo (síncronas) não substituem o labor prolongado da “Leitura”, nem atenuam a exigência do estudo diligente; antes, existem como direção espiritual e auxílio ordenado ao entendimento. Nelas, o mestre atua como guia que leciona e catequiza o texto, corrige desvios, estabelece distinções e aplica o conteúdo à vida concreta do discente. Mais do que instrução intelectual, tais aulas possuem caráter pastoral, exortativo e formativo, visando não apenas o entendimento, mas a conformação da vida à verdade. Por elas, o intelecto é dirigido, a alma é exortada e o discente é conduzido a uma vida madura, piedosa e livre de todo diletantismo.

Repudiamos os métodos avaliativos convencionais, mecânicos e superficiais — tais como provas objetivas e testes de múltipla escolha — por serem incapazes não apenas de aferir, mas sobretudo de formar o verdadeiro intelecto. Em seu lugar, adotamos o método clássico da “Lectio, Quaestio et Disputatio” (Leitura, Questão e Disputa), pelo qual o discente é conduzido, de modo orgânico e progressivo, da apreensão fiel do texto à formulação rigorosa de questões e, por fim, ao exercício público da argumentação. Na Disputatio, o discente é provado, arguido e refinado, sendo compelido a sustentar a verdade com concatenação lógica, exatidão conceitual e fidelidade às Escrituras Canônicas. Neste processo, o saber não permanece inerte, mas é purificado no confronto ordenado, e o intelecto é elevado à maturidade pela disciplina da verdade. A este eixo teórico soma–se, de modo necessário, o exame prático e pessoal. O discente é requerido a demonstrar sua capacidade de ensinar (expositio), não como mero repetidor de conteúdos, mas como quem torna inteligível a substância do tema, comunicando–o com entendimento, ordem e profundidade. Deve evidenciar domínio terminológico, fidelidade ao texto e habilidade de arquitetar a exposição, dispondo as partes de modo coeso e progressivo (demonstratio), de tal sorte que o encadeamento dos argumentos se manifeste com evidência e rigor. Requer–se, ainda, que saiba aplicar o conteúdo à vida concreta (applicatio), unindo a verdade teórica à experiência cristã, com sobriedade e pertinência, evitando tanto a superficialidade quanto a verborragia. Ademais, submete–se a um exame pessoal — um necrológico pessoal — no qual apresenta, de forma retrospectiva e analítica, a síntese de sua formação intelectual e espiritual, evidenciando a assimilação real do conhecimento, a integração entre fé, razão e prática, e a maturidade de juízo adquirida ao longo do processo formativo. Assim, a avaliação não se restringe ao conhecimento abstrato, mas abrange o homem inteiro, unindo intelecto, piedade e vida diante de Deus.

DO PROCESSO AVALIATIVO 

No Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE), a avaliação não é vista como um mero formalismo de memorização ou testes de múltipla escolha. Nosso método é tríplice e orgânico, inspirado na Tradição Escolástica, visando medir o progresso intelectual real, a humildade e a disciplina mental do discente. Para avançar entre os módulos disciplinares, o estudante deve superar etapas que validam não apenas a retenção de conteúdo, mas sua capacidade de se relacionar com o saber de forma madura e honesta.

— Da Primeira Etapa: — O Exame Teórico (Lectio, Quaestio et Disputatio).

Esta fase avalia a relação teórica com os textos de autoridade que ocorre anualmente. O processo divide–se em três momentos fundamentais: — [1] – Leitura ou Lição (Lectio): — O discente deve realizar uma exposição fiel e literal do texto estudado, demonstrando respeito aos termos e à lógica do autor. É um exercício de humildade intelectual: — “ouvir antes de falar”. [2] – Investigação ou Questão (Quaestio): — A partir da leitura, o discente deve formular questões reais e pertinentes, identificando tensões ou pontos que exigem maior profundidade. Aqui, demonstra–se que o conteúdo foi verdadeiramente “penetrado”. [3] – Disputa (Disputatio): — É o ápice da avaliação, onde o discente defende publicamente suas conclusões diante de uma banca. Exige–se caridade intelectual, buscando a verdade e não a vitória pessoal.

— Da Segunda Etapa: — O Exame Prático.

Nesta fase, o foco desloca–se da recepção para a transmissão do conhecimento. O discente passa a exercer o ofício de um “professor–vivo”, evidenciando maturidade ao ensinar o que aprendeu por meio do Exercício do Magistério.

Da Atividade: — Uma exposição ininterrupta de 60 minutos sobre um tema designado.

Da Estrutura da Aula: — Deve conter exórdio (definição do problema), comentário estrutural (análise lógica), exemplificação prática (aplicação teológica/viva) e epílogo (síntese final).

Do Objetivo: — Verificar a proficiência em arquitetar o saber de forma clara, preservando a integridade do pensamento original com exatidão terminológica e piedade.

— Da Terceira Etapa: — Exame Pessoal.

A etapa final de avaliação de uma disciplina consiste numa síntese dialética e memorialística da trajetória do discente, configurando–se como um Necrológico Pessoal. É o momento de demonstrar que o conhecimento deixou de ser apenas informação externa para se tornar substância vital.

Da Atividade: — Exposição oral de 20 a 30 minutos sobre sua biografia intelectual.

Dos Eixos de Meditação: — O discente articula seu substrato metafísico e espiritual, a influência dos “professores–mortos” (Grandes Livros) em sua formação e como sua faculdade de julgar foi moldada pela disciplina.

Da Maturidade: — Busca–se evidenciar a docilidade intelectual — a virtude de quem soube aprender com os mestres e agora comunica sua própria “quinta–essência” (núcleo mais puro, essencial e profundo da vida espiritual) de forma ordenada e livre.

Este rigoroso processo garante que o discente do IRSE não seja apenas um erudito passivo, mas alguém capaz de “pensar com os próprios olhos” e agir de acordo com a razão e a verdade. A aprovação em cada uma dessas etapas é o requisito indispensável para a transição ao módulo disciplinar subsequente, assegurando a robustez e a fundamentação da formação oferecida pela instituição.

DO NÃO RECONHECIMENTO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA (MEC)

Muitas pessoas procuram o Instituto Reformado Santo Evangelho e perguntam sobre o reconhecimento (credenciamento) dos cursos de formação e especializações do IRSE junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Publicaremos a posição da instituição sobre o credenciamento e o MEC.

A Teologia, um estudo realizado pela razão sobre os preceitos da fé cristã, está subordinada à sua única origem autoritativa — o único Deus, eternamente subsistente em três Pessoas distintas, co–iguais, co–eternas e consubstanciais, Pai, Filho e Espírito Santo, que têm a mesma essência, os mesmos atributos, o mesmo poder. Sendo Deus a origem de toda autoridade da Teologia, que manifesta sua vontade unicamente por meio de sua santa Palavra, cremos que somente a Escritura — a Palavra inspirada, revelada e preservada divinamente — pode legitimar cursos de aprendizado teológico, não instituições descomprometidas com os verdadeiros valores teológicos, piedosos e devotos da fé bíblica, e com os verdadeiros valores humanos e educacionais, como o MEC. O que qualifica ou valida cursos de Teologia é o soberano Deus, Criador dos céus e da terra, falando e aprovando, por meio das Escrituras Sagradas, sua Palavra, tal aprendizado; zelamos pela fidelidade à Escritura. Cremos que o objetivo último do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) não é a mera emissão de certificados e diplomas, que não produzem conhecimento verdadeiro, ainda que o faça e reconheça a sua necessidade como documento comprobatório, mas sim a busca da Verdade personificada na Pessoa de Jesus Cristo (a Palavra encarnada) pelo poder de Deus, sendo a proclamação e ensino do Evangelho o meio. Por essa razão, não nos submetemos a quaisquer instituições, e, por isso, não reconhecemos o MEC. As intromissões do MEC nos cursos de Teologia são inaceitáveis à luz das Escrituras Sagradas. O Ministério da Educação abriu as portas do inferno para os seminários teológicos, seduzindo–os pelas honrarias acadêmicas e aplausos humanos, ainda que falsos, em detrimento do aprendizado iluminado de Deus pela fé e da vida parca de testemunho que todos os santos tiveram durante toda a História da Igreja, sem honrarias humanas e padecendo muitas necessidades, sendo Jesus Cristo, os Profetas e os Apóstolos, os nossos maiores e únicos exemplos a serem seguidos. Atualmente, muitos seminários (e faculdades) estão unificados e são partidários ao Liberalismo teológico, negando as doutrinas centrais do Cristianismo e, consequentemente, a fé que nasce do ventre das Escrituras, ficando assim “não reconhecidos” por Deus. Em termos da autonomia acadêmica que a Constituição assegura, não pode o Estado impedir ou cercear a criação destes cursos divinos.

DOS HOMENS E DAS MULHERES

O propósito supremo do Instituto é formar homens e mulheres de Deus. O ensino da Palavra não deve ser reduzido a mero exercício intelectual, pois o verdadeiro saber teológico floresce na confiança viva em Cristo e na obediência filial a Deus. A erudição sem piedade é estéril; mas a sabedoria que procede do alto une o conhecimento à fidelidade. Assim, o ensino do IRSE visa inculcar em seus discípulos um profundo temor e reverência diante do Senhor, conduzindo–os a um culto racional e a uma vida moldada pela santidade. O corpo discente é exortado a crescer tanto em entendimento quanto em experiência espiritual, manifestando o Fruto do Espírito Santo por meio da obediência e de uma vida irrepreensível, de modo a transmitir aos irmãos e irmãs da Igreja de Cristo a sabedoria que vem das Escrituras. Para tanto, o Instituto caminha em cooperação com as Igrejas locais, às quais cabe o nobre encargo de supervisionar, acompanhar e discipular seus alunos, para que o ensino recebido se converta em vida piedosa e serviço fiel no reino de Deus.

“Que te aproveita discorrer profundamente sobre a Santíssima Trindade, se não és humilde e, por isso, à Trindade desagradas? Em verdade as palavras sublimes não fazem o homem santo e justo; é a vida pura que o torna querido de Deus. Prefiro sentir compunção a saber–lhe a definição. Se souberas toda a Bíblia de cor e todas as máximas dos filósofos, que te aproveitaria tudo isto sem o amor e a graça de Deus? Vaidade das vaidades é tudo vaidade (Eclesiastes 1:2), exceto amar a Deus e só a Ele servir. A suprema sabedoria consiste em tender para o reino do céu pelo desprezo do mundo” (Tomás de Kempis).

DA CONFESSIONALIDADE

O Artigo 42 do Estatuto do IRSE diz: — Os Símbolos de Fé oficiais do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) são os Padrões de Westminster (Westminster Standards): — [1] – Confissão de Fé de Westminster; [2] – Breve Catecismo de Westminster; [3] – Catecismo Maior de Westminster; [4] – Diretório para Culto Público; [5] – Diretório para Culto Familiar; [6] – Forma de Governo da Igreja Presbiteriana; [7] – Liga e Aliança Solenes e [8] – Síntese do Conhecimento Salvífico, bem como as Três Formas da Unidade (ou os Padrões da Unidade) — conjunto de documentos confessionais adotados pela Igreja Reformada Neerlandesa do século XVI e XVII — os quais são: — [1] – Confissão Belga; [2] – Catecismo de Heidelberg e [3] – Cânones de Dort.

DO TEMA INSTITUCIONAL

“A Teologia não tem como fim último formar um homem apenas conhecedor, mas um homem acabado e santo — inteiramente conformado à bendita imagem da Pessoa de Jesus Cristo” (Plínio Sousa).

DAS VIRTUDES COMO NORTE

— Ética cristã deontológica — Orienta o comportamento humano, delineando com clareza o que é moralmente necessário e o que verdadeiramente deve ser feito, conforme a Lei eterna de Deus inscrita no coração do homem.

— Diligência e verdade — Poderosos instrumentos que permitem ao ser humano manifestar–se em sua singularidade criada à imagem de Deus, descobrindo soluções e vivendo com integridade, na fidelidade absoluta à Palavra e à realidade metafísica.

— Consciência cristã — Pilar essencial na formação integral do homem, que desperta a reflexão profunda sobre os valores nascidos da fé viva, do amor divino, da afeição humana e do testemunho cristão; selo sagrado do compromisso espiritual diante do trono celestial. É a sinceridade de alma que liberta o homem da grande transgressão — “a inocência cristã”.

— Devotamento — A entrega inteira da alma a Deus, não apenas no cumprimento formal dos deveres cristãos, mas num amor fervoroso, contínuo e vigilante que busca agradar ao Senhor em todas as coisas. É mais que piedade: — é zelo interior, afeição viva e operante que transforma a vida cotidiana em culto perene. O devotado não vive apenas para evitar o mal, mas para praticar o bem com inteireza de coração — com prontidão, constância e alegria no serviço divino. Essa disposição ordena os afetos, dirige os gestos, consagra o tempo e disciplina as escolhas, tudo em vista de um único fim: — a glória da Santíssima Trindade. Devotamento é o amor tornado ação, a fé vestida de obediência, a vida convertida em sacrifício. É viver no mundo como quem caminha diante de Deus, com os olhos postos no céu e o coração rendido à obediência de sua Palavra.

— Piedade e caridade — Dimensões profundas e inseparáveis do crescimento espiritual. A piedade é o afeto reverente que se volta a Deus em temor amoroso e submissão fiel; a caridade, por sua vez, é o amor perfeito que se derrama do coração purificado e se estende ao próximo em misericórdia operosa. Ambas configuram a motivação última da santificação verdadeira: — a piedade cultiva a alma diante de Deus; a caridade a prova entre os homens. Unidas, produzem frutos que testemunham a graça vivificante em alma e corpo — para louvor da glória do piedoso e amoroso Senhor Jesus Cristo.

DOS FINS ÚLTIMOS DA FORMAÇÃO PROMOVIDA PELO IRSE

Essas são, portanto, as virtudes que o estudante do IRSE deve alcançar no aprendizado moral, intelectual e espiritual — “o caminho dos regatos que o conduz ao mar da sabedoria divina”:

1 – Que fale como quem crê, confessando a fé interior e evitando o tom de mera opinião.

2 – Que seja breve, mas denso e pontual, sabendo que cada palavra deve pesar como ouro batido (Provérbios 25:11).

3 – Que evite a autoprojeção e a autoindulgência, preferindo dizer “a Escritura ensina” ou “a Igreja confessou” a dizer “eu penso”.

4 – Que una razão e devoção, para que o pensamento se ajoelhe antes de falar.

5 – Que fale com serenidade, lembrando que o fervor sem caridade é impaciência disfarçada.

6 – Que confesse a vaidade e domine o orgulho, preferindo a luz verdadeira à luz artificial da exibição.

7 – Que tome a Lei de Deus por sábio mentor do coração, aprendendo a agradar unicamente ao Senhor e a amar o próximo como a si mesmo.

8 – Que fale como quem serve, fazendo de cada palavra uma fonte de vida, não um instrumento de morte.

9 – Que guarde o silêncio e a oração, pois o recolhimento precede a iluminação.

10 – Que leia os clássicos essenciais, sustentando cada leitura pela Escritura e pelos santos mestres.

11 – Que exercite a escrita e a memória, meditando o que se lê e transcrevendo o que se ama.

12 – Que seja fiel ao tempo, dedicando–se diariamente, com constância e cadência.

13 – Que escolha os regatos antes do mar, buscando o fácil como caminho para o difícil.

14 – Que seja lento para falar e para discutir, preferindo a escuta à precipitação.

15 – Que guarde a pureza de consciência, sem permitir que o estudo se torne vaidade.

16 – Que nunca abandone a oração, pois dela brota a luz do intelecto.

17 – Que ame a cela, o lugar de estudo e recolhimento, como quem ama o próprio Senhor, pois é nela que Ele cuidará da alma e nela falará ao coração (Adega de Vinhos).

18 – Que seja amável com todos, manifestando a mansidão de Cristo.

19 – Que não se inquiete com as ações alheias, antes vigie o próprio coração.

20 – Que evite familiaridade excessiva, pois o excesso engendra desprezo e dispersão.

21 – Que se abstenha das conversas e ações vãs dos leigos, vaidosos e orgulhosos, guardando o espírito do mundo à distância.

22 – Que evite passeios inúteis, preservando o tempo e a atenção.

23 – Que imite os santos e os homens de bem, conformando o coração ao exemplo deles.

24 – Que atente ao conteúdo, não à pessoa que fala, recolhendo o bem de toda parte.

25 – Que ponha em prática o que se lê e ouve, pois a prática é a chave da compreensão.

26 – Que esclareça as dúvidas com humildade, buscando conselho e direção.

27 – Que encha a biblioteca do espírito, armazenando o bem como quem enche um vaso, sem viver de conhecimentos emprestados nem de uma santidade meramente hipotética.

28 – Que não busque o que está acima de si, mas cresça ordenadamente, de glória em glória.

29 – Que nunca deixe de orar, de ler a Sagrada Escritura e de ser humilde, pois pela oração fala com Deus, pela Palavra Ele fala com você, e pela humildade torna– se seu amigo e filho.

30 – Que viva sempre lembrando que a morte pode chegar a qualquer hora, pois isso coloca em ordem a caridade, a fé e a esperança; se pensar que pode morrer antes do anoitecer, servirá bem ao próximo — primeiro ao seu cônjuge, depois aos filhos, e depois aos outros, sejam crentes ou ímpios; se pensar que pode morrer antes do amanhecer, fortalecerá a gratidão — primeiro pela vida, depois pela família e pelos bons amigos, depois pelo pão recebido para a glória de Deus, e, por fim, pela certeza abençoada da vida eterna.

No desenvolvimento de suas atividades, o IRSE procurará cumprir a sua finalidade, observando os seguintes princípios fundamentais:

1 – Fidelidade às Escrituras Sagradas, reconhecendo–as como única regra de fé e prática, afirmando que são a palavra de Deus inspirada, preservada, infalível e inerrante. 

Para o Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE), a autoridade das Escrituras Sagradas é intrínseca e divina: — a Igreja não confere autoridade às Escrituras, mas apenas a reconhece, pois sua autoridade provém diretamente de Deus, que as inspirou. A Teologia Reformada sustenta que a Bíblia é a palavra de Deus, inspirada, preservada, infalível, suficiente e normativa para todos os assuntos de fé, doutrina e prática humana (moral). As versões adotadas pelo IRSE são: — Almeida Corrigida Fiel (ACF) e Família 35, por representarem fielmente o Texto Sagrado. Não se reconhecem traduções ou edições baseadas no Texto Crítico moderno, preservando–se a integridade e a fidelidade das Escrituras Canônicas

2 – Ensino segundo os princípios da fé reformada, expresso pela lealdade aos Padrões de Westminster e as Três Formas da Unidade (ou os Padrões da Unidade), como fiel sistema expositivo de doutrina.

DO NOSSO OBJETIVO SUPREMO — A GLÓRIA DE DEUS (SOLI DEO GlORIA).

O único objetivo do Instituto Reformado Santo Evangelho é o de somente glorificar a Deus por meio do trabalho piedoso e devoto. Com um ensino pautado absolutamente na palavra de dEle. Temos procurado diariamente oferecer ao corpo discente o melhor ensino teológico, unindo um elevado nível tradicional e purista com um elevado exercício espiritual diário de oração com ponderações e exortação, dado que toda boa Teologia deve nutrir uma boa espiritualidade. Cremos que esta Teologia que nasce da Escritura Sagrada e caminha sobre ela é a Teologia que transforma vidas. Portanto, é por meio do ensino teológico com verdade, da pesquisa diária bíblico–teológica, é que queremos e iremos conhecer mais e mais do nosso Senhor para amá–lo mais e a Ele melhor servir. Servir a Deus Pai no poder da Pessoa do Espírito Santo em Cristo, aprofundando–nos na fé e no amor a fim de transmiti–la a outros com clareza e fidelidade para a glória da Santíssima Trindade.

Essas são as nossas razões e único objetivo, se forem também suas motivações, seja bem–vindo(a) para estudar Teologia conosco!