DO RESUMO DO CURSO E DO AMPARO JURÍDICO

O curso de Mestrado em Teologia com equivalência a Pós–graduação Stricto Sensu possui amparo constitucional nos artigos: — 1º § IV, 5º § II, 173 § IV, 206 §§ II e III e 209. Reconhecidos e autorregulamentados pelos pareceres CNE/CES 241/99, CNE/CES 765/99 e CNE/CES 118/2009; Decreto–Lei n.º: 9.394/96, artigo 39 § 2º e artigo 42; Decreto–Lei n.º: 11.741/08; Decreto–Lei n.º: 5.154/04, artigo 1º § 1º e artigo 3º; Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97).

O Brasil é signatário de diversos atos internacionais em matéria de educação, dentre os quais se destacam: — [1] – Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 (Artigo 26º); [2] – Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (Artigo XII); [3] – Declaração dos Direitos da Criança (Princípio VII); [4] – Convenção Relativa à Luta Contra a Discriminação no Campo do Ensino; [5] – Declaração e Programa de Ação de Viena (Artigo 80); [6] – Declaração Mundial de Educação para Todos, de Jomtien, Tailândia; [7] – Declaração de Salamanca.

É um curso cujo objetivo é qualificar membros da Igreja para a vida cristã plena, bem como auxiliar oficiais, missionários, docentes de Teologia e pesquisadores que buscam um conhecimento puro, profundo e solidamente alicerçado na Escritura e na Teologia Reformada.

DAS LINHAS DE PESQUISAS (MONOGRAFIA)

[1] – Mestre em Teologia Bíblica.
[2] – Mestre em Teologia Histórica.
[3] – Mestre em Teologia Sistemática.
[4] – Mestre em Teologia do Antigo Testamento.
[5] – Mestre em Teologia do Novo Testamento.
[6] – Mestre em Exegese do Antigo Testamento.
[7] – Mestre em Exegese do Novo Testamento.
[8] – Mestre em Teologia do Culto.

DAS DISCIPLINAS E DA CARGA HORÁRIA

[1] – Prolegômenos e Doutrina da Bíblia (Bibliologia) – 80 horas/aula.
[2] – Introdução à Hermenêutica Bíblica – 80 horas/aula.
[3] – Hermenêutica Bíblica – 80 horas/aula.
[4] – História da Interpretação Bíblica – Calvinismo – 80 horas/aula.
[5] – Teologia Bíblica do Antigo Testamento I – 80 horas/aula.
[6] – Teologia Bíblica do Antigo Testamento II – Teologia da Aliança – 80 horas/aula.
[7] – Interpretação dos Evangelhos – 80 horas/aula.
[8] – Interpretação do Apocalipse – 80 horas/aula.
[9] – Homilética – 80 horas/aula.
[10] – Teologia do Culto – 80 horas/aula.
[11] – Teologia e Panorama do Novo Testamento – 80 horas/aula.
[12] – A Formação do Líder – 80 horas/aula.
[13] – Doutrina de Deus (Teontologia) – 80 horas/aula.
[14] – Doutrina do Ser Humano (Antropologia) – 80 horas/aula.
[15] – Doutrina de Cristo (Cristologia) – 80 horas/aula.
[16] – Doutrina do Espírito Santo (Pneumatologia) – 80 horas/aula.
[17] – Doutrina da Salvação (Soteriologia) – 80 horas/aula.
[18] – Doutrina das Últimas Coisas (Escatologia) – 80 horas/aula.
[19] – Doutrina da Igreja (Eclesiologia) – 80 horas/aula.
[20] – Aconselhamento Bíblico – 80 horas/aula.
[21] – História da Igreja I – 100 horas/aula.
[22] – História da Igreja II – 100 horas/aula.
[23] – Geografia e Arqueologia Bíblica – 80 horas/aula.
[24] – Teologia de Missões – 80 horas/aula.

Carga horária total: 1.960 horas/aula.

DA METODOLOGIA FORMATIVA

Não reconhecemos outro caminho para a formação intelectual senão a Leitura diligente, ordenada e perseverante; por isso, rejeitamos integralmente o modelo de aulas gravadas e todo expediente que favoreça a passividade do espírito. Em seu lugar, oferecemos um vasto acervo de textos densos e criteriosamente selecionados, por meio dos quais o discente é compelido ao labor contínuo da mente. A sabedoria não se transmite por comodidade nem por rapidez. O Livro de nossa fé constitui prova cabal da “demora” da Providência divina ao comunicar a verdade aos homens: — “a composição do Texto Sagrado estendeu–se, em média, por dezesseis séculos”. Assim Deus ensina — progressivamente, ao longo dos anos — e assim o homem aprende: — “por esforço, constância e, não raramente, sofrimento, sob a luz das Escrituras, que nos foram dadas como um Livro complexo, exigente de leitura, atenção e compreensão da linguagem escrita”. Por ela, o homem é formado na profundidade, aprende a pensar com rigor pacientemente, e a submeter gradualmente seu entendimento à verdade divina.

As aulas ao vivo (síncronas) não substituem o labor prolongado da “Leitura”, nem atenuam a exigência do estudo diligente; antes, existem como direção espiritual e auxílio ordenado ao entendimento. Nelas, o mestre atua como guia que leciona e catequiza o texto, corrige desvios, estabelece distinções e aplica o conteúdo à vida concreta do discente. Mais do que instrução intelectual, tais aulas possuem caráter pastoral, exortativo e formativo, visando não apenas o entendimento, mas a conformação da vida à verdade. Por elas, o intelecto é dirigido, a alma é exortada e o discente é conduzido a uma vida madura, piedosa e livre de todo diletantismo.

Repudiamos os métodos avaliativos convencionais, mecânicos e superficiais — tais como provas objetivas e testes de múltipla escolha — por serem incapazes não apenas de aferir, mas sobretudo de formar o verdadeiro intelecto. Em seu lugar, adotamos o método clássico da “Lectio, Quaestio et Disputatio” (Leitura, Questão e Disputa), pelo qual o discente é conduzido, de modo orgânico e progressivo, da apreensão fiel do texto à formulação rigorosa de questões e, por fim, ao exercício público da argumentação. Na Disputatio, o discente é provado, arguido e refinado, sendo compelido a sustentar a verdade com concatenação lógica, exatidão conceitual e fidelidade às Escrituras Canônicas. Neste processo, o saber não permanece inerte, mas é purificado no confronto ordenado, e o intelecto é elevado à maturidade pela disciplina da verdade. A este eixo teórico soma–se, de modo necessário, o exame prático e pessoal. O discente é requerido a demonstrar sua capacidade de ensinar (expositio), não como mero repetidor de conteúdos, mas como quem torna inteligível a substância do tema, comunicando–o com entendimento, ordem e profundidade. Deve evidenciar domínio terminológico, fidelidade ao texto e habilidade de arquitetar a exposição, dispondo as partes de modo coeso e progressivo (demonstratio), de tal sorte que o encadeamento dos argumentos se manifeste com evidência e rigor. Requer–se, ainda, que saiba aplicar o conteúdo à vida concreta (applicatio), unindo a verdade teórica à experiência cristã, com sobriedade e pertinência, evitando tanto a superficialidade quanto a verborragia. Ademais, submete–se a um exame pessoal — um necrológico pessoal — no qual apresenta, de forma retrospectiva e analítica, a síntese de sua formação intelectual e espiritual, evidenciando a assimilação real do conhecimento, a integração entre fé, razão e prática, e a maturidade de juízo adquirida ao longo do processo formativo. Assim, a avaliação não se restringe ao conhecimento abstrato, mas abrange o homem inteiro, unindo intelecto, piedade e vida diante de Deus.

DO PROCESSO AVALIATIVO 

No Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE), a avaliação não é vista como um mero formalismo de memorização ou testes de múltipla escolha. Nosso método é tríplice e orgânico, inspirado na Tradição Escolástica, visando medir o progresso intelectual real, a humildade e a disciplina mental do discente. Para avançar entre os módulos disciplinares, o estudante deve superar etapas que validam não apenas a retenção de conteúdo, mas sua capacidade de se relacionar com o saber de forma madura e honesta.

Da Primeira Etapa: — O Exame Teórico (Lectio, Quaestio et Disputatio).

Esta fase avalia a relação teórica com os textos de autoridade que ocorre anualmente. O processo divide–se em três momentos fundamentais: — [1] – Leitura ou Lição (Lectio): — O discente deve realizar uma exposição fiel e literal do texto estudado, demonstrando respeito aos termos e à lógica do autor. É um exercício de humildade intelectual: — “ouvir antes de falar”. [2] – Investigação ou Questão (Quaestio): — A partir da leitura, o discente deve formular questões reais e pertinentes, identificando tensões ou pontos que exigem maior profundidade. Aqui, demonstra–se que o conteúdo foi verdadeiramente “penetrado”. [3] – Disputa (Disputatio): — É o ápice da avaliação, onde o discente defende publicamente suas conclusões diante de uma banca. Exige–se caridade intelectual, buscando a verdade e não a vitória pessoal.

Da Segunda Etapa: — O Exame Prático.

Nesta fase, o foco desloca–se da recepção para a transmissão do conhecimento. O discente passa a exercer o ofício de um “professor–vivo”, evidenciando maturidade ao ensinar o que aprendeu por meio do Exercício do Magistério.

Da Atividade: — Uma exposição ininterrupta de 60 minutos sobre um tema designado.

Da Estrutura da Aula: — Deve conter exórdio (definição do problema), comentário estrutural (análise lógica), exemplificação prática (aplicação teológica/viva) e epílogo (síntese final).

Do Objetivo: — Verificar a proficiência em arquitetar o saber de forma clara, preservando a integridade do pensamento original com exatidão terminológica e piedade.

Da Terceira Etapa: — Exame Pessoal.

A etapa final de avaliação de uma disciplina consiste numa síntese dialética e memorialística da trajetória do discente, configurando–se como um Necrológico Pessoal. É o momento de demonstrar que o conhecimento deixou de ser apenas informação externa para se tornar substância vital.

Da Atividade: — Exposição oral de 20 a 30 minutos sobre sua biografia intelectual.

Dos Eixos de Meditação: — O discente articula seu substrato metafísico e espiritual, a influência dos “professores–mortos” (Grandes Livros) em sua formação e como sua faculdade de julgar foi moldada pela disciplina.

Da Maturidade: — Busca–se evidenciar a docilidade intelectual — a virtude de quem soube aprender com os mestres e agora comunica sua própria “quinta–essência” (núcleo mais puro, essencial e profundo da vida espiritual) de forma ordenada e livre.

Este rigoroso processo garante que o discente do IRSE não seja apenas um erudito passivo, mas alguém capaz de “pensar com os próprios olhos” e agir de acordo com a razão e a verdade. A aprovação em cada uma dessas etapas é o requisito indispensável para a transição ao módulo disciplinar subsequente, assegurando a robustez e a fundamentação da formação oferecida pela instituição.

DO NÃO RECONHECIMENTO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA (MEC)

Muitas pessoas procuram o Instituto Reformado Santo Evangelho e perguntam sobre o reconhecimento (credenciamento) dos cursos de formação e especializações do IRSE junto ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Publicaremos a posição da instituição sobre o credenciamento e o MEC.

A Teologia, um estudo realizado pela razão sobre os preceitos da fé cristã, está subordinada à sua única origem autoritativa — o único Deus, eternamente subsistente em três Pessoas distintas, co–iguais, co–eternas e consubstanciais, Pai, Filho e Espírito Santo, que têm a mesma essência, os mesmos atributos, o mesmo poder. Sendo Deus a origem de toda autoridade da Teologia, que manifesta sua vontade unicamente por meio de sua santa Palavra, cremos que somente a Escritura — a Palavra inspirada, revelada e preservada divinamente — pode legitimar cursos de aprendizado teológico, não instituições descomprometidas com os verdadeiros valores teológicos, piedosos e devotos da fé bíblica, e com os verdadeiros valores humanos e educacionais, como o MEC. O que qualifica ou valida cursos de Teologia é o soberano Deus, Criador dos céus e da terra, falando e aprovando, por meio das Escrituras Sagradas, sua Palavra, tal aprendizado; zelamos pela fidelidade à Escritura. Cremos que o objetivo último do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) não é a mera emissão de certificados e diplomas, que não produzem conhecimento verdadeiro, ainda que o faça e reconheça a sua necessidade como documento comprobatório, mas sim a busca da Verdade personificada na Pessoa de Jesus Cristo (a Palavra encarnada) pelo poder de Deus, sendo a proclamação e ensino do Evangelho o meio. Por essa razão, não nos submetemos a quaisquer instituições, e, por isso, não reconhecemos o MEC. As intromissões do MEC nos cursos de Teologia são inaceitáveis à luz das Escrituras Sagradas. O Ministério da Educação abriu as portas do inferno para os seminários teológicos, seduzindo–os pelas honrarias acadêmicas e aplausos humanos, ainda que falsos, em detrimento do aprendizado iluminado de Deus pela fé e da vida parca de testemunho que todos os santos tiveram durante toda a História da Igreja, sem honrarias humanas e padecendo muitas necessidades, sendo Jesus Cristo, os Profetas e os Apóstolos, os nossos maiores e únicos exemplos a serem seguidos. Atualmente, muitos seminários (e faculdades) estão unificados e são partidários ao Liberalismo teológico, negando as doutrinas centrais do Cristianismo e, consequentemente, a fé que nasce do ventre das Escrituras, ficando assim “não reconhecidos” por Deus. Em termos da autonomia acadêmica que a Constituição assegura, não pode o Estado impedir ou cercear a criação destes cursos divinos.

DA META ACADÊMICA — LEITURA (BIÊNIO)

Segundo o objetivo formal de cada obra, isto é, a finalidade para a qual foi composta, organiza–se do início do processo formativo à sua conclusão. 

Revelação Normativa — Fundamento da Fé. 

[1] – De toda a Escritura Sagrada, pelo menos uma vez ao ano. 

Do Objetivo: — revelar infalivelmente a vontade de Deus, sendo regra suprema de fé e prática. 

Formação Intelectual e Método do Saber. 

[2] – Do Didascalicon por Hugo de São Vítor. 

Objetivo: — ordenar as disciplinas do saber e formar o intelecto para o estudo teológico. 

Catequese e Instrução Elementar. 

[3] – Da Breve Instrução Cristã por João Calvino. 

Objetivo: — instruir a Igreja nos fundamentos da fé cristã. 

Exegese Bíblica. 

[4] – De todos os Comentários por João Calvino. 

Objetivo: — expor o sentido histórico–gramatical da Escritura com aplicação pastoral. 

Sistematização e Exposição Orgânica da Doutrina. 

[5] – Do Tratado da Religião Cristã por João Calvino, edição clássica. 

Objetivo: — ordenar de modo coerente todo o corpo da doutrina cristã. 

[6] – Da Teologia Sistemática por Louis Berkhof. 

Objetivo: — apresentar síntese sistemática da dogmática reformada em estrutura lógica e didática. 

[7] – Do Compêndio de Teologia por Tomás de Aquino. 

Objetivo: — sintetizar racionalmente o conteúdo da Teologia. 

[8] – Da Suma Teológica de Tomás de Aquino em forma de catecismo. 

Objetivo: — expor a doutrina pelo método escolástico de questões e respostas. 

Definição Dogmática da Igreja — Norma Subordinada. 

[9] – Dos Padrões de Westminster. 

Objetivo: — formular, de modo sistemático e confessional, a doutrina reformada. 

[10] – Das Três Formas da Unidade ou os Padrões da Unidade, documentos confessionais adotados pela Igreja Reformada, são eles: — Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e Cânones de Dort. 

Objetivo: — definir e preservar a ortodoxia reformada continental. 

[11] – Dos Credos Históricos de Fé. 

Objetivo: — estabelecer as definições trinitárias e cristológicas da Igreja antiga. 

[12] – Dos Primeiros Sete Concílios Ecumênicos. 

Objetivo: — determinar, contra heresias, os limites dogmáticos da fé cristã. 

Apologética e Defesa da Verdade. 

[13] – De Calvino ao Cardeal Sadoleto — Uma Defesa da Reforma por João Calvino. 

Objetivo: — defender a Reforma e a pureza do Evangelho contra o romanismo. 

[14] – Da Ortodoxia por G. K. Chesterton. 

Objetivo: — demonstrar a coerência racional do cristianismo histórico. 

Teologia Histórica e Espiritualidade Puritana. 

[15] – Da Teologia Puritana — Doutrina para a vida por Joel R. Beeke e Mark Jones. 

Objetivo: — apresentar a Teologia puritana em sua dimensão doutrinária e experimental. 

Espiritualidade e Formação Devocional. 

[16] – Da Imitação de Cristo por Tomás de Kempis. 

Objetivo: — conduzir à disciplina interior e à piedade prática. 

[17] – Da Meditação Sobre a Morte – Preparação Para a Eternidade por Tomás de Kempis. 

Objetivo: — formar consciência escatológica e sobriedade espiritual. 

Literatura Alegórica Edificante. 

[18] – De O Peregrino por John Bunyan. 

Objetivo: — representar simbolicamente a jornada da salvação cristã. 

Teologia Patrística e Autobiografia Espiritual. 

[19] – Das Confissões por Santo Agostinho. 

Objetivo: — narrar a experiência da graça unida à reflexão teológica. 

Obras Pastorais, Homiléticas e Eclesiásticas. 

[20] – Das Obras de João Calvino, Volume 1. 

Objetivo: — reunir escritos pastorais, tratados, instruções e exposições que revelam a aplicação concreta da doutrina reformada à vida da Igreja, ao culto, à disciplina e ao governo eclesiástico.

DOS REQUISITOS OBRIGATÓRIOS

[1] – Possuir diploma de graduação em qualquer área do conhecimento, ou Bacharelado em Teologia Livre com carga horária mínima de 2.400 horas/aula.
[2] – Estar devidamente matriculado no programa.
[3] – Ter domínio funcional do uso da internet e das plataformas de ensino utilizadas pelo IRSE.
[4] – Participar obrigatoriamente das aulas síncronas, em tempo real, com presença registrada, salvo justificativa previamente aceita pela coordenação acadêmica.
[5] – Concluir com diligência os módulos, leituras, avaliações e demais atividades dentro dos prazos estabelecidos pelo calendário acadêmico.

DA ATIVIDADE ACADÊMICA COMPLEMENTAR (AAC)

As Atividades Acadêmicas Complementares (AACs), totalizando 330 horas, abrangem iniciativas de natureza científica, cultural e acadêmica, intrinsecamente articuladas ao processo formativo do intelectual. Seu objetivo é ampliar a formação integral do estudante, fomentando o desenvolvimento de competências e a aquisição de experiências não contempladas na matriz curricular regular.

DA MONOGRAFIA

A monografia constitui o ápice formativo do curso de Mestrado em Teologia oferecido pelo Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE), configurando–se como obra intelectual de natureza teológica, na qual o discente, sob orientação docente, investiga sistematicamente um tema específico da Teologia, demonstrando domínio metodológico, profundidade exegética e fidelidade doutrinária.

DA MÉDIA

A média final do Mestrado em Teologia do Instituto Reformado Santo Evangelho (IRSE) é 70,00 (setenta), configurando–se não como mero índice numérico, mas como limiar de excelência teológica, que atesta a maturidade intelectual, fidelidade doutrinária e prontidão para o serviço no reino de Deus.

DA DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA

[1] – Documento de Identidade (RG) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 
[2] – CPF ou Social Security Number (SSN). 
[3] – Foto com fundo, de preferência branco ou neutro, para a plataforma. 
[4] – Selfie segurando o documento próximo ao rosto.

O documento deve aparecer por completo (contendo foto, nome, data de nascimento e CPF), de forma nítida e legível. Se necessário tire duas fotos, uma com a frente e outra com o verso do documento.

Dicas para uma boa selfie:

A – Remova o documento do plástico, se possível.
B – Enquadre apenas o seu rosto e documento.
C – Evite transferir o arquivo via WhatsApp e demais redes sociais para não perder qualidade.
D – Não enviar a foto invertida (espelhada).
E – Confira o arquivo antes do envio. Veja se está legível e em conformidade.

[5] – Comprovante de endereço.
[6] – Documentação acadêmica necessária:

Para o Mestrado em Teologia (MET): — Diploma de graduação ou certificado de pós–graduação (no caso de Curso Livre de Teologia, é necessário constar a carga horária mínima de 2.400 horas/aula).

DO ESTUDO DA TEOLOGIA

Essa diligente e por vezes árdua tarefa da Teologia — o penoso exercício de buscar a Verdade e, enfim, encontrá–la — foi outorgada por Deus aos filhos dos homens como disciplina e humilhação (cf. Eclesiastes 1:13), em consequência do pecado primordial, quando nossos primeiros pais cobiçaram o conhecimento proibido (cf. Gênesis 3:3, 6). Contudo, o consolo soberano reside nisto: — não é o homem quem encontra a Verdade, mas a Verdade que encontra o homem — pois Ela é Pessoa (cf. João 14:6), Jesus Cristo, o Verbo Eterno, o Filho de Deus. É Deus mesmo quem nos atrai (cf. João 6:44), quem nos ensina (cf. João 6:45; Isaías 54:13; Jeremias 31:34) e quem nos revela todas as coisas (cf. 1 Coríntios 2:10 – 13). Assim, a Teologia não é conquista da mente humana, mas revelação da graça divina — não fruto de esforço autônomo, mas dom do Espírito, que conduz o peregrino da ignorância à contemplação, da vaidade à humildade, do exílio à pátria celestial.